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Bonsucesso identifica os tourinhos superprecoces e precoces da safra 2016 - 22/09/2017


 A Bonsucesso - Nelore Zan identifica os tourinhos superprecoces e precoces da safra 2016. Cerca de 250 animais (entre oito e 12 meses) participaram da primeira avaliação, realizada no fim de agosto. O trabalho é da Procriar/MS em parceria com o Grupo Gerar/MS (Grupo de Estudo de Reprodução Animal) - coordenado pela doutora Eliane Vianna da Costa e Silva, professora de Reprodução Animal na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).
 
A avaliação consiste em quatro fases. Segundo o doutor Luiz Carlos Cesar da Costa Filho, proprietário da Procriar, em cada fase, realiza-se estes processos: identificação dos animais; pesagem; medida do perímetro escrotal; ultrassonografia testicular e tentativa de coleta de sêmen. Os animais que produzem sêmen são classificados como superprecoces (touros que estão púberes, até os 14 meses) e precoces (dos 14 a 17 meses).
 
“Na primeira etapa, a Bonsucesso já teve resultados positivos com aproximadamente 2% de animais púberes, ou seja, antes dos 12 meses. A busca por mais eficiência e acertos no processo do melhoramento genético norteia o trabalho de seleção da Bonsucesso - Nelore Zan. Isso é uma constante na nossa linha de trabalho e de investimentos. A avaliação da precocidade sexual dos machos é, sem dúvida nenhuma, um enorme passo na nossa seleção. Ela irá somar, com muita força, ao trabalho realizado com as fêmeas jovens. É uma ferramenta de seleção muito objetiva e de efeito imediato”, pontua o proprietário da Bonsucesso, Michel Caro.
 
“O criador que investe na avaliação consegue utilizar os touros como reprodutor cada vez mais cedo. Também identifica a precocidade sexual do rebanho e as linhagens mais precoces. Isso acelera a produção, impulsiona a lucratividade da fazenda e agrega valor ao touro na hora da venda.
 
No fim da avaliação, os classificados como superprecoces e precoces receberão um selo da Procriar. “Ao levar essa marca, o comprador identificará com mais facilidade o reprodutor superior no campo”, conclui Filho.
 
Pesquisa
O trabalho levou 10 anos de pesquisa, que foi conduzida pela professora e doutora Eliane Vianna da Costa e Silva. Nesse período, houve o envolvimento de vários pesquisadores, alunos de pós-graduação, bolsistas de iniciação científica e alunos de graduação. Agora também conta com a colaboração das fazendas, que aceitaram participar do projeto e poderão usar a ferramenta como forma de seleção, um exemplo é a Bonsucesso Nelore Zan. “Todas continuarão contribuindo para a pesquisa da pecuária nacional”, enfatiza.
 
O atendimento em larga escala iniciou no ano passado. “A Bonsucesso foi uma das 15 primeiras fazendas do Brasil a investir na ferramenta em larga escala com a avaliação de cerca de 250 machos da desmama 2017 ”, destaca Filho.
 
Os dados dos animais serão incluídos no banco de pesquisa da avaliação e em breve também estarão à disposição dos programas de melhoramento genético do país.

Fonte: Pontual Comunicação
 
 





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